Biscoito Didático

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Material dourado & Ábaco




Apresentação

Trabalhar com possibilidades divertidas que privilegiem o concreto em alfabetização matemática.

Este projeto foi aplicado em reuniões pedagógicas com professores alfabetizadores e do demais anos do Ensino Fundamental Anos Iniciais.

Nosso objetivo  é  proporcionar um workshop com formas de utilização do Material Dourado e do  Ábaco em situações de estudo das operações.

A prática diversificada com situações para os mais auditivos, visuais ou físico-cinestésicos.

Iniciaremos com um pouco de história desses valiosos recursos:

O Material Dourado Montessori destina-se a atividades que auxiliam o ensino e a aprendizagem do sistema de numeração decimal-posicional e dos métodos para efetuar as operações fundamentais (ou seja, os algoritmos). No ensino tradicional, as crianças acabam "dominando" os algoritmos a partir de treinos cansativos, mas sem conseguirem compreender o que fazem. Com o Material Dourado a situação é outra: as relações numéricas abstratas passam a ter uma imagem concreta, facilitando a compreensão. Obtém-se, então, além da compreensão dos algoritmos, um notável desenvolvimento do raciocínio e um aprendizado bem mais agradável. O Material Dourado faz parte de um conjunto de materiais idealizados pela médica e educadora italiana.

O Ábaco, primeira máquina de calcular da humanidade, foi inventado pelos chineses  conhecendo-se também versões japonesas, russas e astecas.

Ábaco Azteca - de acordo com investigações recentes, o  Asteca (Nepohualtzitzin), terá surgido entre 900-1000 D.C.   As contas eram feitas de grãos milho atravessados por cordéis montados numa armação de madeira. Este ábaco é composto por 7 linhas e 13 colunas.Os números 7 e 13 são números muito importantes na  civilização.

O número 7 é sagrado, o número 13 corresponde  à contagem do tempo em períodos de 13 dias.

Outras origens de ábacos: 




Ao aluno deve ser dado o direito de aprender. Não um 'aprender' mecânico, repetitivo, de fazer sem saber o que faz e por que faz. Muito menos um 'aprender‘ que se esvazia em brincadeiras. 
Mas um aprender significativo do qual o aluno participe raciocinando, compreendendo, reelaborando o saber historicamente produzido e superando, assim, sua visão ingênua, fragmentada e parcial da realidade (FIORENTINI e MIORIN, 2004, P.62).

Nosso objetivo de reflexão é o de buscar formas de encaixar os jogos, os momentos de participação e de interação, mas com a garantia que os objetivos do curso estão em dia.

Portanto, o contexto tem a ver com o papel do professor em planejar atividades dentro do escopo do curso.

Algumas perguntas são fundamentais antes da inserção de um jogo ou até mesmo de um exercício em um momento de estudo.

Qual  a função didática deste jogo em minha aula?

Como esta atividade trabalha os conteúdos (procedimentais, atitudinais e conceituais) propostos no curso?

Como farei a avaliação?

Qual o tempo e a proporção de aplicação?

O  que podemos trabalhar com o Material Dourado e o Ábaco?

-          Sequência numérica, soma, divisão, multiplicação!

Como avaliar os conteúdos e os recursos e transformá-los em aulas?

O que você entende por concreto e por abstração?

Nossa reunião ganhou mais significado, pois pensamos e estudamos situações de aprendizagem em que os recursos são importantes aliados, mas que nós devemos criar os contextos para que isso funcione como momento de aprendizagem, com objetivo dentro de nossos cursos.

Analisaremos o material didático para identificarmos momentos em que estes recursos trarão benefícios na construção do pensamento lógico-matemático de nossos alunos.


As dicas de práticas descrevem alguns jogos e exercícios que podemos desenvolver com o uso dos materiais.

Utilizei o rol em reuniões pedagógicas com professores e nos divertimos além das vivências propostas nos objetivos de cada reunião.

Sempre é importante conhecer o contexto da aplicação antes, como vimos nos slides anteriores, porém conhecer o recurso e saber como utilizá-lo também é parte primordial do processo.

Vamos aos jogos!


O trem de material dourado

- Vamos fazer um trem. O primeiro vagão é um cubinho. O vagão seguinte terá um cubinho a
mais que o anterior e assim por diante. O último vagão será formado por duas barras.


O trem invertido!  




O jogo dos cartões

Objetivos: compreender o mecanismo do "vai um" nas adições; estimular o cálculo mental.

O professor coloca no centro do grupo alguns cartões virados para baixo. Nestes
cartões estão escritos números entre 50 e 70.

1º sorteio: Um aluno do grupo sorteia um cartão. Os demais devem pegar as peças
correspondentes ao número sorteado.

Em seguida, um representante do grupo vai à lousa e registra em uma tabela os
números correspondentes às quantidades de peças.

2º sorteio: Um outro aluno sorteia em segundo cartão. Os demais devem pegar as peças
correspondentes a esse segundo número sorteado. 


2º sorteio: Um outro aluno sorteia em segundo cartão. Os demais devem pegar as peças
correspondentes a esse segundo número sorteado.

Logo após, o representante do grupo vai à tabela registrar a nova quantidade. Nesse
ponto, juntam-se as suas quantidades de peças, fazem-se as trocas e novamente completa-se a tabela.


Isto encerra uma rodada e vence o grupo que tiver conseguido maior total. Depois são
feitas mais algumas rodadas e o vencedor do dia é o grupo que mais rodada venceu.

Depois que os alunos realizarem as trocas e os registros com desenvoltura, a professora pode questionar a técnica do “vai um” a partir de uma adição como, por exemplo, 15 + 16.

Observe que somar 15 com 16 corresponde a juntar estes conjuntos de peças.

O jogo de retirar

Objetivos: compreender o mecanismo do "emprestar" nas subtrações com recurso; estimular o
cálculo mental.

Esta atividade pode ser realizada com um jogo de várias rodadas. Em cada rodada, os
grupos sorteiam um cartão e uma papeleta. No cartão há um número e eles devem pegar as
peças correspondentes a essa quantia. Na papeleta há uma ordem que indica quanto devem
tirar da quantidade quem têm.

Por exemplo, um cartão com número 41 e a papeleta com a ordem: TIRE 28.

Vence a rodada o grupo que ficar com as peças que representam o menor número.

Vence o jogo o grupo que ganhar mais rodadas.

É muito importante que, primeiro a criança faça atividades do tipo “retire um tanto”,
só com o material e depois que ela dominar o processo de “destroca”, pode-se propor que
registre o que acontece no jogo em uma tabela na lousa.

O “emprestar” também pode indicar a “destroca” de uma centena por10 dezenas ou
um milhar por 10 centenas, etc.

O jogo da destroca  


Cada grupo de alunos recebe um dado marcado de 4 a 9 e uma placa. Quando o jogador começa, todos os participantes têm à sua frente uma placa. Cada criança, na sua vez de jogar, lança o dado e faz as "destrocas" para retirar a quantidade de cubinhos correspondente ao número que sair no dado. Veja bem: esse número dá direito a retirar somente cubinhos.

Na quarta rodada, vence quem ficar com as peças que representam o menor número.

Exemplo: Suponha que um aluno tenha tirado 7 no dado. Primeiro ele troca uma placa por 10 barras e uma barra por 10 cubinhos.




O jogo de STOP


Entregue um kit de material dourado para cada equipe (Máximo de cinco equipes).

Cada grupo deve eleger um fiscal que ficará de pé ao lado de uma equipe concorrente para checar a ação do outro grupo.

O professor canta o número, por exemplo 1425, e as equipes terão que representá-lo com as peças.

Quem acabar grita “STOP”. Os fiscais garantem que as outras equipes parem de arrumar as peças quando ouvirem.

Todos somam os pontos em uma tabela, mesmo as equipes que não acabaram e a equipe que venceu a rodada ganha 100 pontos além da soma.



Para este jogo você deve interagir num site educacional e quem sabe proporcionar aos seus alunos também um game online.





Soraban:

 Jogo da adição simples


Monte várias dinâmicas com adição se você possuir o Soroban.

Nos jogos as crianças gostam de inventar as regras e criar novas situações.

Aproveite esses materiais para desenvolver o convívio, a ética e outro valores.





Os outros tipos de ábaco também servirão para montagem deste jogo, apenas utilizei este como exemplo.

Multiplicação e divisão também podem ser aplicadas aos jogos com ábaco.

Basta transferir a técnica ao propósito da operação. Vamos tentar?


Vimos muitas formas de jogos e atividades com o Material Dourado e o Ábaco.

Quase todos os jogos permitem que utilizemos os dois materiais, experimente fazer o teste.

No ambiente das blogoficinas vocês poderão assistir vídeos com outras dicas e com novos conhecimentos para uso destes recursos.

Aproveitem para aprender a aprender sempre!

Bibliografia:

COSTA, Maria da Piedade Resende da. Matemática para deficientes mentais. São Paulo: EDICON, 1997. (Coleção Acadêmica. Série Comunicação)
FALZETTA, Ricardo. Construa a lógica, bloco a bloco. In: Nova Escola, 111 ed., abr 1998, p.20-23.
FERRARI, Márcio. A criança como protagonista. In: Nova Escola, 164 ed., ago 2003, p.32-34.
PACHECO, Alice Teresinha. Material Dourado; Blocos Multibásicos. In: Educação Matemática em Revista, 4 ed., 2002, p. 51-56.


Acesse o estudo na versão para computador!




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